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A guerra vem aí

Janeiro 2026

Para além de nenhum dos jornais diários fazer qualquer alusão ao Irão, estranhamente o DN ignora por completo o debate entre Ventura e Seguro. Curiosamente, esse mesmo DN, num destaque em fundo de primeira página, afirma que o acordo comercial entre a Índia e a União Europeia não traz nada de bom para os vinhos portugueses. Não sei se o DN já antecipa ao espelho o fim de uma era que, da pior forma possível, oscila entre o mau e a incompetência — venha o Diabo e escolha. Os outros jornais também nos oferecem uma leitura obtusa e tendenciosa. Basta ler a notícia do Público sobre o debate para perceber que o texto foi claramente “trabalhado” com um viés evidente. Na minha opinião, Seguro esteve bem, embora continue algo inseguro, enquanto Ventura parece estar a baixar o tom — e fará tudo para capitalizar os “250”. Será Ventura, quase de certeza. Vote-se ou não nele, é inegável que, nesse ponto, muitos reconhecem que tem razão: há quem tema perder privilégios, e é isso que leva tantos a votar a olhar para o lado.

António Guimarães