Palavras moldadas
1970
MOLDAMOS PALAVRAS QUANDO PENSAMOS Ver o canto da poesia a andar pelo ar a cantar Onde os risos ecoam em muros viciados Onde os gritos fortes encontram espaço livre para expandir o seu desejo De comunicar a seres tudo o que dele se pode cantar Houveram lágrimas E mãos pedindo resposta esperada Como se tudo fosse nada Ali estavamos Esperando ver o canto da poesia Era o nosso canto esperado Canto da fundação do poema Inventamos palavras e pensamentos Cantamos perto de ausente sonho florido Depois Fomos correr cantando o nosso doce amor Pelos campos de vestes verdes crescentes E explodimos no canto ao correr Achando a cada passo O nosso contentamento
António Guimarães