Poemas

De pés descalços

1969

Roupas rotas e o frio para eles Estava longe O abraço já estava perto De onde vinha todos procuravam Olhando os homens do trabalho As máquinas Os caixotes E só depois É que olharam as suas lágrimas Viram-se no meio de nada Sendo desprezados Do abraço Filhos de ninguém

António Guimarães