Calar vozes incomodas
Um dos exemplos mais evidentes ocorre quando um político algarvio começa a falar com demasiada insistência sobre os interesses da região, ultrapassando os limites definidos pelo poder central e pelos interesses que este representa. Rapidamente surge o anúncio da sua promoção a um cargo público de âmbito nacional — e, com isso, a voz se cala. Os partidos têm sido hábeis: sabem como manter o Algarve sob controlo, explorando as nossas necessidades e silenciando as vozes que poderiam, de facto, bater com a mão na mesa.
António Guimarães