Abril de 2019
Abril 2019
Voltar a escrever com alguma frequência sem entrar em longos monólogos sobre a vida política nacional, muito menos regional e nem pensar em me abalançar a falar sobre a local, é uma intenção minha que aqui começa a ter algum corpo.
Não é politicamente correto falar sobre a política sem entender alguma coisa acerca dela. Nem sequer é bom, porque passados uns anos relemos o que escrevemos e deparamo-nos com algo pouco agradável.
Hoje leio o que escrevi há uns anos e fico perdido no tempo. Procuro alinhar o sentido de um texto com uma foto e não consigo.
Um amigo dizia-me há uns dias que juntar a escrita à fotografia obriga a seguir uma linha que se une precisamente no ponto em que se separa a escrita da fotografia. Não entendi esta ideia por nem sequer conseguir colocar a realidade a par da ficção.
Hoje, ao escrever alinhando a escrita com a fotografia, deparo-me com a inutilidade da vontade de nem sequer ter sentido tentar escrever sobre uma fotografia. Não percebo a necessidade de juntar numa só linha de pensamento as duas ideias: a escrita e a fotografia.
Não quero mesmo. Elas não se precisam uma à outra, nem sequer de se complementar. Precisam, isso sim, de alguma coerência ainda que separadamente e cada qual para seu lado.
Será que a isto se chama liberdade? Não sei, mas sei que sabe bem ter esta liberdade e não me importar de asneirar.
António Guimarães