Corrupção
Janeiro 2015
Aos políticos foi dada a quase exclusividade de decidir os destinos das nossas cidades: o bem-estar local, o sucesso, a felicidade. Mas também, num contexto extra social, o urbanismo, a arquitetura, a engenharia, a economia.
São fatores que poderiam levá-los a outras atividades não diretamente ligadas à vida partidária.
Estes homens e mulheres têm que ser fortes — e por vezes não são. Têm que ser dignos — e por vezes não são. Não podem descair-se pensando que tudo fica no segredo dos “deuses”. Regra geral, não fica.
Não vale a pena estar com meias palavras. Vamos chamar as coisas pelos nomes.
É preciso saber se as atividades dos dirigentes partidários se limitam à política ou se alargam horizontes para outros campos que podem prejudicar o Partido e as populações que juraram proteger e dignificar.
É neste contexto, tenebroso das movimentações políticas, que surgem os esquemas extra-partidários. Muitas vezes ilegais. Muitas vezes reveladores de militantes que enveredam por negócios sem ter a dignidade de abdicar dos cargos políticos.
Porque abdicar equivaleria a perder a sua fonte de receita.
António Guimarães