Janeiro 2014
A chamada democratização do acesso à informação na Internet trouxe um inevitável conforto para quem a consome, mas também a inevitável constatação de uma queda de qualidade média dos conteúdos, fruto de um exagerado volume e da anarquia que graça por este meio.
A entrada neste mercado de pessoas que não entendem nada de “média”, mas para quem as novas tecnologias são facilmente assimiláveis, pode também estar directamente ligada à pobredade dos conteúdos, dando-nos um resultado acima de tudo deprimente.
Tudo isto está ainda envolto em muitas dúvidas e há muitas questões ainda por colocar. Mas só por puro autismo intelectual se ignora as potencialidades da Internet num mundo onde, cada vez mais, ela é a ferramenta a usar na divulgação de ideias, de informação e mais o que se decidir colocar a público.
Neste “futuro” em que vivemos, o “Facebook” assume o lugar ideal onde se passam ideias, se geram conceitos e, mais que tudo, se faz passar a “notícia” com uma propagação inimaginável há uns tempos atrás.
Há, no entanto, que não confundir o tipo de informação veiculado no “Facebook” e aquele gerado pelos “sites” próprios dos jornais nos moldes convencionais. Os conteúdos podem fundir-se, mas o aspecto qualitativo deve permanecer em maior destaque nos jornais convencionais, única atitude que não inviabiliza nenhum dos veículos de informação.
Tudo isto poderá só ser verdade em termos estatísticos, técnicos e profissionais, mas é também verdade que novos horizontes se perspectivam num contexto onde as tecnologias de informação abrem portas a novas atitudes e novos conceitos de “como informar”, e onde aqueles que a “penetram” têm espaço para explanar as suas ideias, talvez até criar novas profissões.
Diga-se o que se disser, assuma-se o que se assumir, minta-se o que se mentir, o “Facebook” é uma ideia genial que obedece a parâmetros inovadores e únicos. Os “outros” bem tentam imitar mas caem à partida por falta de ideias inovadoras.
Apesar dos apoios de muitas pessoas que ao longo da existência entenderam e que deram por ele tudo quanto podiam, nada chegava. Foi ambicioso e os limites não existiam, firmou-se, podemos dizer, num mercado que não existia.
Hoje ainda há quem não entenda que a Internet é um começo que pode ser usada para atingir outros níveis de divulgação.
Foi neste contexto que se conseguiu fazer chegar uma ideia a um lugar onde ela não podia entrar, mas entrou e só tarde demais os demais viram que tinham perdido a corrida onde a visão estratégica tem uma importância vital.
António Guimarães