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OS PARAÍSOS FISCAIS, porquê??

Janeiro 2012

Hoje discute-se a saída da Jerónimo Martins para a Holanda. Não quero ferir susceptibilidades nem alimentar polémicas inconsequentes, mas causa alguma preocupação ver que se tenta incutir na opinião pública a "culpa" da empresa, esquecendo que os motivos se prendem com uma política errada ao nível das estruturas de incentivo à manutenção de grandes empresas a "residir" em Portugal.

Sempre trabalhei no sector privado e como tal sempre tive objectivos relacionados com facturação e resultados. Entendo a posição dos empresários que velam pelo sucesso da sua empresa.

Aprendi que há três regras fundamentais para o sucesso das empresas:

1. Rigorosa defesa dos interesses da empresa no que respeita à facturação e garantia de escoamento do produto.

2. Pronto pagamento aos fornecedores e ao Estado.

3. Protecção dos trabalhadores e respectiva garantia dos postos de trabalho.

Qualquer empresário que se preocupe com estes três pontos tem meio caminho andado para o sucesso.

Quanto ao que actualmente se discute relativamente à JM, ainda não ouvi nem li nada respeitante às condições políticas deste governo que forçaram a empresa a se proteger no quadro de uma gestão que cumpra aqueles três pontos. Nada li nem ouvi a esse respeito. Só criticam o empresário que se viu forçado a sair.

O que está errado não é a saída da JM do espectro empresarial nacional, mas sim os condicionalismos impostos por este governo MEDÍOCRE que mais não faz que empurrar empresas e pessoas para fora do País.

Discutam isso e não vão atrás de quem quer atirar as culpas a quem defende os interesses superiores da sua empresa, dos seus fornecedores e dos seus trabalhadores.

António Guimarães