Proposta I
08-2011
Não sei a quem se possa dirigir a proposta que vou fazer, porque ao nível da administração local tenho poucos conhecimentos e pouco interesse em tê-los. O património histórico lacobrigense, e é disto que se trata, está aproveitado de forma medíocre e sem ideias que possam fazer com que esse património seja “mais” uma fonte de receita e a substituição de fontes que desapareceram, porventura, sem a menor hipótese de voltarem a ser uma realidade. É neste contexto e perspectiva que me abalanço a dar sugestões acerca do que se pode fazer com um investimento reduzido inicialmente, mas progressivo. Ponto Um – Criar um corredor vedado nas muralhas que possam sujeitar o visitante ao pagamento de um bilhete para as visitar. Criar a espaços ( por exemplo, nos baluartes) pólos de interesse histórico com vídeos e fotografias onde o acompanhante possa explanar os seus conhecimentos ( justificando o ordenado). Visitas diárias com acompanhantes oriundos das camadas jovens desempregadas, especificamente formados. Ponto Dois – Criar uma visita aos monumentos históricos em horários específicos e com transportes entre elas, acompanhados de jovens com formação específica para essa finalidade. Ponto Três – Criar um modo de fazer visitas a “pontos chave” do concelho através da utilização de veículos da CML ( de acordo com os dados disponíveis os transportes detidos pela empresa municipal gestora estão subaproveitados ). A exemplo do que se faz nas grandes cidades com a “CITY TOUR”. Fazer isso para o concelho, praias, zonas rurais, espaços de interesse, vilas, parque temáticos, zoolagos, etc... Ponto Quatro – Através do Departamento de Fotografia de CML, saber se é possível com a prata da casa produzir um filme ( e multimédia ) que publicite este conceito de turismo e todos os espaços a visitar. Este produto seria feito de forma massiva para que qualquer utilizador destes novos serviços fosse de imediato compensado pelo preço do bilhete com o DVD, também como justificativo do valor pago. Para começar, exercer uma operação de marketing eficaz junto das unidades hoteleiras, restaurantes, lojas, em outdoors e principalmente nos “veículos” multimédia espalhados pela cidade, publicitando esta nova actividade. Numa segunda fase adoçar a boca a nível nacional contratando publicidade em TV’s, neste caso não enveredar pelos canais tradicionais, tais como RTP, SIC e TVI, de âmbito nacional, mas optar por canais com “clientes” mais específicos. Isto faz-se através de um estudo das audiências, informação, essa, disponibilizada pela própria estação. Gerir os recursos humanos desta nova actividade de forma a aproveitar ao máximo os actuais funcionários. Isto no que diz respeito ao estudo das formas de gerir o negócio, à sua implementação e exploração. Os vídeos deverão ser realizados pelo departamento existente na CML. É claro que esta forma de receita não se substitui, por si só, a qualquer outra, mas é um começo e poderá ser a aceitação de que o quadro de geração de receita se alterou e que há que procurar novas formas de gerar riqueza. Se o estudo de mercado for realizado por baixo, os custos, com toda a certeza, serão controlados e a ter sucesso a ideia poderá ser uma forma para gerar novas ideias. Esta não é um ideia peregrina, é tão só uma adaptação ao que já se vai fazendo em alguns países onde a crise chegou ao mesmo tempo que a nós, mas onde descruzaram os braços.
António Guimarães