Vá lá, falando a sério, quékem lá por 500 mokas
7 de Junho de 2010
Apesar de não estar muito atento à política local, desinteressei-me porque os atores, principalmente os secundários, e os analistas políticos não têm a qualidade requerida para uma frontal contraposição de ideias. Aliás, parece-me até que a escassez de ideias demonstrada por todos é tão arrepiante que somos confrontados com a incapacidade de contrapor argumentos. Mas continuando, abalanço-me a refletir sobre o que se passa. Não há contraposição se não existe posição, portanto resta-me dar umas ideias.
Relativamente à dificuldade financeira evidenciada nos comunicados — e o último tem a ver com os partos dos lacobrigenses —, tendo em consideração que “grão a grão enche a galinha o papo”, proponho:
Que se substitua a alienação do subsídio pela proibição de veículos da Câmara circularem ao fim de semana, excetuando-se os que transportam piquetes de serviço.
Que a Câmara não adquira carros novos nos próximos dois anos, sem qualquer tipo de exceção.
Que os cargos mais altos — Presidente, Vereadores, Diretores de Serviço, Assessores, Chefes de Gabinete, etc. — façam gala em se mostrar no seu próprio veículo.
Que num período de dois anos a edilidade não organize jantaradas, sob qualquer pretexto.
Que seja retirado o direito ao uso de telemóvel oficial a todos aqueles que provadamente já tenham feito uso do mesmo em benefício próprio.
Que num período de dois anos não se realizem viagens oficiais sob qualquer pretexto.
Proponho, portanto, que continuem a incentivar os partos de novos lacobrigenses a troco de outro controlo de custos. Contas feitas — não por mim, mas pelo meu amigo aqui do lado — daria para, num período de dois anos, à conta de 500,00 € por parto, nascerem mais cinco lacobrigenses por dia, incentivados por uma edilidade atenta aos desígnios do cidadão que neles votaram.
António Guimarães