Googla-me lá isso!!!
24 de Março de 2010
Um dos métodos de diagnóstico que uso para avaliar a estupidez humana é ler o que escrevem nas buscas que fazem no Google para chegarem a este blog. Um divertimento que não dispenso desde que o descobri, a par de saber quem me visita. Um atributo que os utilizadores do Linux têm.
Na sua grande maioria, as palavras nada têm a ver com o que escrevo e invariavelmente não fazem o menor sentido. “A vossa mãe” foi usado por um fulano do Brasil e deu comigo, ainda que, tanto quanto me é dado saber, essa expressão não exista aqui no sentido lato da palavra. Poderá existir como “seu filho da mãe”.
Não há melhor sítio para aprender a não saber nada do que passar uma tarde no Google a despejar palavras na caixa de busca. Apetece dizer: foda-se, cambada de bestas.
Sabem quantas vezes a frase “filho de puta” é lá colocada? Uns milhões de vezes por dia! O que me entorpece o raciocínio é tentar perceber porque raio escreve um gajo esta frase no Google. O que espera esta gente como resultado de uma busca destas? Só pode ser o conforto celestial.
Imagine-se que no Brasil os temas de procura religiosa ultrapassam os temas de sexo. Prova mais que evidente de que o sexo está enraizado nos favoritos do pessoal e não precisam do Google para chegarem a esses sites.
Se muita gente até agora tinha dificuldade em acreditar que frases simples não serviam para atingir os objetivos de uma busca eficaz, ficam já a saber que servem — e são melhores que testamentos.
António Guimarães