Localmente correcto!
Março de 2007
O traço da política local atinge hoje em dia patamares de elevado grau de preocupação. Para nós que somos governados por eles começa a ser estranho que muita da fidelidade ao “honestamente feito” não transpareça do ato público e seja inquestionável.
A qualidade dos políticos locais, ao ser colocada à prova, enferma lamentavelmente e quotidianamente de falta de qualidade. É notória a despreocupação pelo utente. Frequentemente, o desrespeito. O pragmatismo das atitudes revela a necessidade de encapotar a solução adotada. A mentira? Mas será que a democracia se compadece de atos assim? Será que a esquerda democrática compactua com este tipo de atitude? Eu duvido!
Retirando à notoriedade das pessoas o respeito que nos têm e devem merecer quando nos dedicamos aos pareceres da sua vida privada — e temos por obrigação de conduta nunca lá chegar — chegamos tristemente à conclusão que, na faina pública, se embebedam dos conceitos que a TV lhes dá e fazem de nós os parvos do costume.
Já chateia, acreditem que já chateia tanta merda feita a troco das politiquices dos politiqueiros que nos querem impingir intelectualices despropositadas e anacrónicas. Eles sabem como fazer e fazem mal porque sabem que assim poupam tempo a si próprios e “tapam os buracos”.
Os favores que pagam aos outros, dizem-me ao ouvido os amigos do PS, estão bem dirigidos e foram feitos a quem de direito. Duvido! Tal como duvidei que os favores denunciados no passado tivessem sido bem feitos. A merda é que os elegíveis precisem de guardar os votos bem perto de si durante a vigência do mandato.
António Guimarães